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terça-feira, 11 de outubro de 2016




RECLUSÃO DA ALMA


Olhar o mundo por uma janela,
E só por ela, querer a vida enxergar.
Mudo, mudo falando ao mundo,
Sem nenhuma palavra balbuciar.
Nem por um segundo entendo,
como aqui  eu vim parar.

Preso a uma cela  amarela, prisão,
Que o tempo não quer passar, solidão.
Preso as circunstâncias de não querer ouvir, 
O que o mundo quis me ensinar. Duvidar.

Que pena! Pagar a pena em reclusão,
Sofro às duras penas,
As dores do meu coração.
Amando quem não lhe quer, é eterna detenção.

              Francisco Gouveia

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