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terça-feira, 24 de março de 2015



Expostas na Rua Direita da idosa Damasco
Aos pés de seu dono, que comercia-lhe o corpo.
Sacrifício para beber e comer e ter o que vestir.
Escravas da vida fútil, para seu amo dinheiro fácil e útil,
Saído das entranhas penetradas.

A vida não lhe vale nada, é totalmente desprezada.
Inferior até que certos animais.
Esperança de liberdade, só a morte  lhe traz.
Prostitutas da Rua Direita, sem distinção.
Amor e sexo tem o mesmo sentido da palavra...Escravidão.

                                            Chico Gouveia

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