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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017




O HOJE DE ONTEM.


Tanto orgulho, quanta vaidade para nada.
Se achava rainha do mundo, e em um segundo todos tinham que deitar aos seus pés.
Ao estalar de dedos, mas isso acabou.

A beleza tem prazo de validade: a idade.
O que era bonito o tempo levou.
Se plantou amizade, terá tantas quanto a beleza que passou.
Se não, só a solidão lhe restou.

Hoje até o espelho que lhe reflete é seu inimigo.
Não tem coragem de olhar o próprio rosto,
Olha apenas para o umbigo,
Uma fenda no corpo por onde a felicidade escapou.


                          Francisco Gouveia 

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