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sexta-feira, 29 de maio de 2015



Ainda me lembro da velha Paineira, um gigante.
Que nos assustava na noites escuras.
Morada de corujas com seus pios alucinantes.
E o barulho das flores da paina caindo sobre o telhado
Eu embaixo da coberta de olhos arregalados. Medo.

Muitas noites de sono perdido.
Até entender o que acontecia enquanto crescia na idade
e no entendimento.
Os dias de criança passarão como vendaval
junto com ele também os anos.

O adulto também não entende direito quando o desejo do amor
lhe bate ao peito.
Igual ao pio de coruja na noite escura, assusta mais não perdura,
O amor às vezes doí, com um desejo lancinante.
Se cura; Com um beijo e um abraço apaixonante.
Mas o amor é igual a Paineira gigante,
Assusta! e assusta bastante.
A semente não cai no telhado, cai no coração
 mas às vezes não cria raiz e nem brota.
Só desgosta e trás decepção.
Por isso ainda me lembro da velha Paneira. Medo!. 

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