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domingo, 25 de janeiro de 2015


Meu primeiro amor

Hoje estou feliz, ontem falei com ela, 
Mas ela quase nem me deixou falar.
Me trouxe um lanche de pão com mortadela,
E um suco de maracujá.

Ela falou tanto, até pelos cotovelos, 
Se fosse fazer um novelo não dava para enrolar.
Falou de coisas do arco da velha.
Que a velha nem pôde se lembrar.

Sentamos à sobra de uma palmeira,
para a cabeça não esquentar. 
O sol estava tão quente,
Que fez pipocas das sementes de maracujá.

Ela falou tanto que meu ouvido doeu,
Falou de tudo, e nada se esqueceu.
Eu para disfarçar vi uns urubus rodeando,
Disse a ela: Vamos ver o que há?

Ela me disse: Deve ser carniça, eu que não vou lá!
Umas da vacas de papai sumiu, ninguém consegue encontrar.
Eu disse a ela: Pois pronto, os urubus já encontram,
Corra! vá a teu pai avisar.

Olhando nos meus olhos ela me disse: Quero te namorar.
Passou o braço em volta do meu pescoço.
Me deu um beijo na boca meio atrapalhado,
um beijo todo babado, espumado.
Tipo cachorro raivoso, mas foi gostoso.

Ela me disse: No próximo vou melhorar,
foi meu primeiro beijo. Eu disse: pare de contar.
Meu agarrei a ela foi tanto beijo com gosto de mortadela.
Hoje quando me lembro dela; Dá vontade de lanchar.


                               Chico Gouveia


* Minha amigas, nada ver, isso só foi inspiração e fome no momento que escrevia.

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