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terça-feira, 7 de outubro de 2014


O dia morre ao entardecer aos pés da noite.
A noite morre ao amanhecer nos braços do dia.
A Lua como em todas noites passa por mim, me olha, e vai embora com as horas.
E você passa nem me olha, me ignora finge que não me conhece...
e ainda me atira as pedras da rua.
Porque?
Qual é o meu crime? Qual será a pena que me redime?
Me responda?
Não me escondo, não te escondas!
É grande a ilusão em te querer?
Se não me queres, diga?
Não faças intrigas, não deixe meu coração machucado.
Porque com as mesmas pedras que me atiras, também posso quebrar o teu telhado.

                                                           Chico  Gouveia 

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