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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

                            

   TEMPESTADE


LÁ FORA A CHUVA CAI, LAVANDO O CHÃO,
SÃO CHUVAS DE VERÃO,
RAIOS CORTAM O CÉU, TROVÕES.
OS GALHOS DAS ÁRVORES DANÇAM UM ESTRANHO BALLET,
O VENTO EXECUTA UMA SINFONIA QUALQUER.

A NOITE CAI COMO A CORTINA DO TEATRO,
A TEMPESTADE SE DIVIDE DOIS ATOS.
O VENTO JÁ FOI EMBORA, SOMENTE FICOU A CHUVA,
AINDA TEM UMA NUVEM QUE CHORA,
LÁ FORA PLENA ESCURIDÃO, RISCOS DE LUZ,
ATRAVESSA O CÉU, À PROCURA DE TROVÃO.

AQUI DENTRO LIVRE DA CHUVA E DO VENTO,
AINDA SÃO NOITES DE VERÃO.
MEU CORAÇÃO NO CALOR DA TEMPERATURA,
ANSEIA POR UMA AVENTURA, POR UMA PAIXÃO.

A CASA VAZIA, TRISTE SEM ALEGRIA,
VIVO DE NOSTALGIA, VIVO A SONHAR,
OUTRORA BONS TEMPOS QUE PUDE AMAR.
HOJE OLHO PELA VIDRAÇA,
ENQUANTO A CHUVA NÃO PASSA,
ESPERANDO A FELICIDADE CHEGAR.


                             CHICO GOUVEIA


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